O primeiro terminal executivo de Mato Grosso e um dos melhores do Centro-Oeste. Quem passa por ali chega de jato e sai de jato, muitas vezes no mesmo dia. O briefing trazia uma exigência incomum: o cheiro precisava servir para os dois momentos.
Um cheiro que lembre a chegada e a partida.
Não um ou outro. Os dois, com a mesma fragrância. Foi assim que o pedido chegou.
A hora azul, quando o orvalho se forma.
É o único instante que o dia repete: acontece antes de o sol nascer e outra vez depois de ele se pôr. O ar esfria, o orvalho aparece e o lugar muda de cheiro. Quem chega e quem parte atravessa a mesma hora.
A chegada. O passageiro desce do avião e entra direto no saguão: são poucos metros, e é neles que a primeira impressão se decide.
1 / 5Duas máquinas Max instaladas no terminal, calibradas para o pé-direito alto, a fachada de vidro e o vaivém constante de portas. Cobrem os dois trechos que importam: por onde o passageiro entra e por onde ele sai.
O ambiente ficou marcante. A pessoa atravessa a porta e a primeira coisa que comenta é o cheiro, na chegada e de novo na saída.